Para quê e para quem?

O questionamento de como será o futuro e do que acontecerá com Florianópolis daqui a 10, 20 anos move diariamente pesquisas e estudiosos a investigar e propor planos e metas para que esse crescimento seja controlado, abrigue a nova demanda populacional e cause o menor impacto possível à natureza. Contudo, se de um lado trabalham técnicos e estudantes dedicados a pensar o futuro da capital, de outro a ilha é dirigida por leis falhas por um plano diretor desatualizado.

Um dos projetos que lançou perspectivas para Florianópolis é o projeto Floripa 2030 – Agenda Estratégica de Desenvolvimento Sustentável de Florianópolis na Região – coordenado pela fundação Floripa Amanha. Baseando-se em dados do IBGE o projeto Floripa 2030 fez uma média da população dos distritos de Florianópolis em 2020 e 2030, conforme tabela abaixo. Para o Ribeirão da ilha foi estimada uma população residente de 42 445 mil pessoas.

Fonte Projeto Floripa 2030. Disponível em http://www.floripa2030.com.br/

Para que esse crescimento possa ser acompanhado o projeto também prevê ações a serem executadas nas regiões analisadas. Para o Ribeirão é previsto o incentivo à Maricultura, à Gastronomia e às atividades náuticas.

Estrategia 2 – Cidade Multicultural e Polinuclearidade. 2010. Fonte Projeto Floripa 2030. Disponível em http://www.floripa2030.com.br/

O objetivo é integrar a ilha e o continente através de atividade baseadas no desenvolvimento sustentável econômico produtivo, sócio cultural. Entretanto até que pontos estas estratégias se destinarão para a população residente em áreas como o Ribeirão da Ilha? O turismo em Florianópolis pode se tornar principal fonte econômica da cidade, mas as iniciativas que darão suporte a esta estrutura nem sempre levam em conta a permanência dos moradores locais.

Fator 4D

Trabalhar com o fator tempo é estudar o comportamento das pessoas, de suas atividades e necessidades e por isso se torna elemento de difícil precisão. O crescimento de Florianópolis daqui a 10, 20 anos dependerá de uma mobilidade urbana bem resolvida e para que localidades como o Ribeirão da Ilha consigam permanecer vivas não basta apenas um projeto que preserve a cultura local e deixe o local estagnado no tempo, é necessário que haja uma integração de sua malha urbana original com os novos rumos que o bairro vai criar e uma valorização de sua principal atividade econômica – a maricultura.

“Como texto social esta cidade histórica não tem mais nada de uma sequência coerente de prescrições, de um emprego do tempo ligado a símbolos, a um estilo. Esse texto se afasta. Assume ares de documento, de uma exposição, de um museu. A cidade historicamente formada não vive mais, não é mais apreendida praticamente.” (LEFÈBVRE, Henri. O Direito à Cidade)

Ou seja, é necessário manter a dinâmica do bairro que trará como resposta a permanência da cultura e o cuidado de seus moradores e visitantes com sua história.

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